Visão, pensamento, eleição

3 09 2010

Eu pensando aqui comigo… Por que as pessoas insistem em não enxergar? Mesmo com os fatos diante dos olhos, elas não veem. É uma acomodação que impede até a mobilização para tratar dos próprios problemas. Pessoas sem uma boa moradia, sem um saneamento básico… E por quê? Lamentam-se por não terem boas condições, mas nada além disso. E os movimentos sociais? Associações? A mobilização? Pessoas tem direitos, e estes devem ser cobrados. Temos a constituição mais completa do mundo (tão completa que há artigos que se contradizem), e lá está que cidadãos têm uma variedade de vantagens, que na maioria das vezes não são concedidas, se não cobradas.

Esses tempos fiz um trabalho no colégio em que fiz uma crítica a forma de como os três poderes são exercidos no Brasil, mas não foi um trabalho tão comum. Primeiramente fiz o que a maioria das pessoas faz: criticar. Mas aí vem o diferencial: propor soluções. Esse foi o real desafio da avaliação. É muito fácil fazer o que fazem, que é criticar e dizer que tudo não está bom, mas propor mudanças é uma tarefa árdua que exige muita ponderação. E após a pesquisa, percebe-se que as principais mudanças que devem ocorrer não ocorrem porque quem tem mais posses não quer abrir mão delas para que outros possam emergir.

Pensamento facilmente justificável, afinal, com o pensamento contemporâneo, quem daria parte dos seus bens aos outros? Pelo contrário, sempre se quer muito mais, não importando se tirará de alguém que necessita mais. Nesse ponto entra a questão governamental. Tirar a renda da população para tirar proveito próprio é algo brutal e presente no cotidiano do brasileiro. Seja desvio de verbas, dinheiro enfiado nas mais inusitados lugares e até mesmo o uso indevido de cartões corporativos são atos que estão tirando o dinheiro da camada popular que muitas das vezes precisa de tal dinheiro para ter uma qualidade de vida melhor.

Mas para que fazer a camada popular ter uma vida melhor? Uma vida miserável para eles é muito mais vantajosa. Manipular a esperança deles de ter uma vida melhor para conseguir votos é algo bem conveniente, principalmente para políticos em épocas de eleições.

Falando em eleições, já sabem em quem vão votar? Muito bem, mas sabem quem realmente são as pessoas em que vão votar? Que não vão com o pensamento de ir no dia da votação e votar em “Fulano”, só por que ele falou na TV que trará progresso, ou porque passou na sua rua falando coisas legais e distribuindo alguma coisas mais legais ainda. Saiba do seu passado, para ver se realmente é capacitado para exercer a função que está disposto,e após isso analise suas propostas e veja se realmente são plausíveis. Esse é o chamado voto consciente, que tanto se fala (ou não).

Em suma, digo que as pessoas devem começar a prestar atenção na sua realidade e cobrarem o que realmente têm direito. E nos tempos de eleição em que estamos, devem estar atentos para o tipo de gente que estão botando no poder para representá-los. Só ficar reclamando não adianta de nada. Afinal, como disse Rosseau, “O povo tem o governo que merece.”

Lucas da Rosa

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